Partiu o poeta!
Partiu nas ondas deste mar cantado em linhas!
Nas tardes frente ás ondas!
Partiu feito sal.
Ficou feito tinta.
Feito memoria!
Feito poesia!
"Não tenho ambições nem desejos. Ser poeta não é uma ambição minha. É a minha maneira de estar sozinho." Alberto Caeiro
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Navegações
Calmamente me osculto em silencio.
Ao longe as ondas indecisamente investem na praia
Deixando seu longinquo queixume
Eu aqui me descarrego em agua e lume,
Numa contradição infinitamente breve
Brevemente infinita!
A noite tras seus silencios velados!
Sob a quilha do braco rodam marés
e ao longe o grito das ondas no bailado com a areia.
Ide e volta, volta e ide que eu fico de pé amarrado ao mastro
Escutando os cantos das sereias.
E o barco segue seu caminho ao sabor do vento
Ao sabor acre dos sonhos!
Ao longe as ondas indecisamente investem na praia
Deixando seu longinquo queixume
Eu aqui me descarrego em agua e lume,
Numa contradição infinitamente breve
Brevemente infinita!
A noite tras seus silencios velados!
Sob a quilha do braco rodam marés
e ao longe o grito das ondas no bailado com a areia.
Ide e volta, volta e ide que eu fico de pé amarrado ao mastro
Escutando os cantos das sereias.
E o barco segue seu caminho ao sabor do vento
Ao sabor acre dos sonhos!
terça-feira, janeiro 27, 2009
Realidade
Aqui neste silêncio me deleito em vida ou morte.
Aqui me sonho embalado neste sono de sorte.
Aqui somente só e amparadamente desamparado.
Em teus olhos me revejo nesse verde cinza esperado
Nessa única maresia espraiado.
Em tipos em bosques e névoas assombrado.
Quero hoje fazer de teu corpo minha mortalha
Neste desejo onde me consumo
E consumindo renasço…calado, amordaçado.
Seja real esta minha memória
Seja uno este meu desejo bebido no cálice quente do teu corpo.
Nada faz sentido. Tudo é metafísica!
Aqui me sonho embalado neste sono de sorte.
Aqui somente só e amparadamente desamparado.
Em teus olhos me revejo nesse verde cinza esperado
Nessa única maresia espraiado.
Em tipos em bosques e névoas assombrado.
Quero hoje fazer de teu corpo minha mortalha
Neste desejo onde me consumo
E consumindo renasço…calado, amordaçado.
Seja real esta minha memória
Seja uno este meu desejo bebido no cálice quente do teu corpo.
Nada faz sentido. Tudo é metafísica!
domingo, janeiro 25, 2009
Genese

Vi nos teus olhos o mar onde me afundava,
Para, por eles, ser salvo nas ondas de prazer do teu corpo.
Em verde cinza renasci no grito silêncio da noite.
Mil anos nos juntaram!
Mil tempos nos uniram na noite, nos dias junto ao mar,
Nas auroras dos bosques sagradas revividos, resonhados.
Em nossos corpos me revi eterno.
Em teu respirar me inundei de vida.
Sem principio nem fim.
Para, por eles, ser salvo nas ondas de prazer do teu corpo.
Em verde cinza renasci no grito silêncio da noite.
Mil anos nos juntaram!
Mil tempos nos uniram na noite, nos dias junto ao mar,
Nas auroras dos bosques sagradas revividos, resonhados.
Em nossos corpos me revi eterno.
Em teu respirar me inundei de vida.
Sem principio nem fim.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Beijos
Beijos em sussurro,
Segredados, secretos, semeados,
Sob a sombra, sagrada
Do teu sol.
Beijos molhados, enganados,
Desejados e sonhados.
Beijos quentes, ardentes,
Ausentes e presentes, transcendentes.
Beijos sadios, bravios,
Segredados, secretos, semeados,
Sob a sombra, sagrada
Do teu sol.
Beijos molhados, enganados,
Desejados e sonhados.
Beijos quentes, ardentes,
Ausentes e presentes, transcendentes.
Beijos sadios, bravios,
Crentes e gentios.
Beijos lentos, sedentos.
sem tempos.
Beijos lentos, sedentos.
sem tempos.
Beijos ardentes, pungentes!
Beijos, beijos, beijados!
Beijos, beijos, beijados!
sexta-feira, janeiro 02, 2009
Pergunta e Resposta

"olha... tu existe não existes?!"
Não sei se existo!
Sei que voo!
De mim não rezam os escritos nem cartas de marear.
Não resta mais que um simples assento de casamento com a vida.
Parido em banho de sangue e água que fui na longínqua terra ancestral.
Não, não sei se existo!
Sei que voo!
De mim não rezam os escritos nem cartas de marear.
Não resta mais que um simples assento de casamento com a vida.
Parido em banho de sangue e água que fui na longínqua terra ancestral.
Não, não sei se existo!
Nesta barca me transporto ao ritmo leve das marés.
Em mim descubro a sabedoria do meu povo,
E me de descubro em cada estrela que me guia.
Sob os ramos prateados da macieira.
Não sei se existo,
Ou se sou somente um sonho ou um pesadelo dos Deuses!
Em mim descubro a sabedoria do meu povo,
E me de descubro em cada estrela que me guia.
Sob os ramos prateados da macieira.
Não sei se existo,
Ou se sou somente um sonho ou um pesadelo dos Deuses!
Voo!
Sigo a voz que do lago me grita.
A mão serena que a espada me estende em salvação!
Não, não sei se existo
Ou se sou somente uma sombra breve da tua luz!
Sigo a voz que do lago me grita.
A mão serena que a espada me estende em salvação!
Não, não sei se existo
Ou se sou somente uma sombra breve da tua luz!
Gestos Mudos
Bastaria, tão somente, um gesto!
Para os devolver á vida.
Um simples gesto!
Mas a visão cheia de cegueira,
E os silêncios que ensurdeciam a alma.
Fizeram que o mar não unisse
O que os olhos, ás bocas pediam.
E assim foram caminhando vida adentro.
Sem fado ou musa ou estrela polar.
Na metafísica da ausência eterna.
E na maldição que impede a chegada dos amantes
Ao porto sereno dos seus braços.
Chove lá fora e a água lava a terra,
Dos que por omissão de um gesto.
Á Ilha não abarcaram!
E pela vida foram seguindo,
Lado a lado e sem nunca se olharem!
Para os devolver á vida.
Um simples gesto!
Mas a visão cheia de cegueira,
E os silêncios que ensurdeciam a alma.
Fizeram que o mar não unisse
O que os olhos, ás bocas pediam.
E assim foram caminhando vida adentro.
Sem fado ou musa ou estrela polar.
Na metafísica da ausência eterna.
E na maldição que impede a chegada dos amantes
Ao porto sereno dos seus braços.
Chove lá fora e a água lava a terra,
Dos que por omissão de um gesto.
Á Ilha não abarcaram!
E pela vida foram seguindo,
Lado a lado e sem nunca se olharem!
Eternamente amarrados!
Eternamente amordaçados!
Eternamente e desconhecidamente mortos!
Verde
Sorrio nos teus olhos cor do mar e do campo,
Que se estendem para infinitos destinos.
Nesse espaço breve das palavras escritas, murmuradas,
Nas horas calmas da madrugada.
As breves formas do teu corpo que desconheço
Imaginado só em ilusão tremendo.
Aí se cumpre Aurora e Ocaso.
Entre ambos a instante espera do destino,
Nestes caminhos traçado sem tino
Neste mesmo navegar,
Onde o vento que nos leva,
Tem o som das mesmas palavras onde nos vamos.
Que se estendem para infinitos destinos.
Nesse espaço breve das palavras escritas, murmuradas,
Nas horas calmas da madrugada.
As breves formas do teu corpo que desconheço
Imaginado só em ilusão tremendo.
Aí se cumpre Aurora e Ocaso.
Entre ambos a instante espera do destino,
Nestes caminhos traçado sem tino
Neste mesmo navegar,
Onde o vento que nos leva,
Tem o som das mesmas palavras onde nos vamos.
Continuidade
Estou calmo talvez!
Cai mais uma vez o pano na tragicomédia!
Vestem-se humanas vaidades e esquecem-se pesadelos.
Muda o ano!
Só não muda a selvática presença da memória!
O ensurdecedor silencio a que me obriga,
Á indiferença cega e muda dos teus dias.
Cai mais uma vez o pano na tragicomédia!
Vestem-se humanas vaidades e esquecem-se pesadelos.
Muda o ano!
Só não muda a selvática presença da memória!
O ensurdecedor silencio a que me obriga,
Á indiferença cega e muda dos teus dias.
quinta-feira, dezembro 25, 2008
Memória de Natal
Na memoria traiçoeira,
resta a ausencia e o silencio.
O frio cortado pelo teu corpo,
no longinquo paraiso que desdenhas-te!
resta a ausencia e o silencio.
O frio cortado pelo teu corpo,
no longinquo paraiso que desdenhas-te!
terça-feira, dezembro 23, 2008
Areias da minha terra

Onde o mar sendo mais azul,
Me trás á memória o doce amargo dos teus olhos.
Areias onde me deleito e me entrego
Ao prazer deste frio sol de inverno.
Onde jaz ainda a marca fina do teu corpo junto ao meu.
Onde a maresia trás ainda a saudade do teu cheiro.
Onde desejo o calor desses teus braços eternos.
Na distancia ausente dos teus beijos.
Este mar que guarda segredos de corpos em comunhão
De promessas feitas e entregas juradas.
Onde param agora teus abraços?
Mortos ficaram como as ondas na praia?
As mesmas que, vão e vêm...
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Rosa
Gosto do sabor dos lábios em maresia.
O sal bebido nos beijos em teu corpo frio.
Gosto desse olhar na terra encharcado.
Fantasia construída junto ao Tejo em noite de delírio.
Ah! Mil vezes Ah!
Que meu grito leve esta rouca voz de raiva,
Que em teu peito nasçam os espinhos.
Só assim serás verdadeiramente rosa
O sal bebido nos beijos em teu corpo frio.
Gosto desse olhar na terra encharcado.
Fantasia construída junto ao Tejo em noite de delírio.
Ah! Mil vezes Ah!
Que meu grito leve esta rouca voz de raiva,
Que em teu peito nasçam os espinhos.
Só assim serás verdadeiramente rosa
Apelo
Paragem
Paro no tempo e descanso!
Tenho os olhos rasos de maresia!
Nestes tempos paridos da memoria recordo,
outros tempos, outras fontes.
Paro no tempo e respiro!
Junto ao mar onde as ondas ocultam teu nome.
E meu corpo sedento do teu perece lentamente,
Na mortalha ausente dos teus braços.
Em meus ouvidos, teus suspiros.
Em meus músculos teu desejo
Em meus lábios teu licor.
Nos meus dedos teus cabelos de algas
Paro no tempo e...me afundo!
Não reconheço o coração onde me esqueço!
Tenho os olhos rasos de maresia!
Nestes tempos paridos da memoria recordo,
outros tempos, outras fontes.
Paro no tempo e respiro!
Junto ao mar onde as ondas ocultam teu nome.
E meu corpo sedento do teu perece lentamente,
Na mortalha ausente dos teus braços.
Em meus ouvidos, teus suspiros.
Em meus músculos teu desejo
Em meus lábios teu licor.
Nos meus dedos teus cabelos de algas
Paro no tempo e...me afundo!
Não reconheço o coração onde me esqueço!
domingo, dezembro 14, 2008
Streptococus e outras cousas
Dói-me de sobremaneira a garganta!
Não gritar aos ventos as vontades desfeitas, as ausências feitas traição.
Dói-me a garganta por razões bem mais bacteriamente superiores.
Estou constipado e todo o universo me dói!
Não quero mais saber dos reinos que perdi.
Perdi neste momento a vontade de olhar para alem das montanhas!
Ardem-me os olhos, não do choro reprimido, mas febre.
Nada mais desconcertantemente real que uma constipação.
Não dormi durante a noite, não por ter pensado nela,
Mas porque a tosse tomou de vez conta do meu peito e dói-me!
Não, não estou lúcido, estou constipado!
(mais um lenço onde deposito minhas entranhas)
Não gritar aos ventos as vontades desfeitas, as ausências feitas traição.
Dói-me a garganta por razões bem mais bacteriamente superiores.
Estou constipado e todo o universo me dói!
Não quero mais saber dos reinos que perdi.
Perdi neste momento a vontade de olhar para alem das montanhas!
Ardem-me os olhos, não do choro reprimido, mas febre.
Nada mais desconcertantemente real que uma constipação.
Não dormi durante a noite, não por ter pensado nela,
Mas porque a tosse tomou de vez conta do meu peito e dói-me!
Não, não estou lúcido, estou constipado!
(mais um lenço onde deposito minhas entranhas)
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Suplica á distancia
Ressuscita-me de novo com teu alvo peito
Dá-me de beber da tua fonte quente.
E eu prometo morrer em cada suspiro teu,
Para que de novo me restituas á vida,
Para que nesse eterno ciclo de prazer
Queira sempre teu corpo para viver!
Dá-me de beber da tua fonte quente.
E eu prometo morrer em cada suspiro teu,
Para que de novo me restituas á vida,
Para que nesse eterno ciclo de prazer
Queira sempre teu corpo para viver!
Prometo ser a praia onde te esvais,
O recanto metafisico onde as ondas do teu desejo,
Venham rebentar em movimentos de maresia.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Facto
Em teu corpo sepultados são homens
Como barcos em mar revolto!
Tua boca tem o sabor do sal doce dos abismos,
em que sereias cantam seus encantamentos.
Assim, navegando rumo á ilha sagrada me afundei,
Em tua pele de rosa feito espinhos.
Ah! Em meu corpo se vislumbram tuas marcas de sangue.
Ensurdecido pelo riso de escárnio da tua voz!
Pela musica maldita de teu canto.
Bebes como vampiros o sangue da alma humana.
Assim vagueias e te reconstróis sobre os escombros dos pisados.
Que deixas á tua passagem desventurada.
Outros se banham em teu odor de mel.
Mas será sempre em mim que te descobres e renasces!
Como barcos em mar revolto!
Tua boca tem o sabor do sal doce dos abismos,
em que sereias cantam seus encantamentos.
Assim, navegando rumo á ilha sagrada me afundei,
Em tua pele de rosa feito espinhos.
Ah! Em meu corpo se vislumbram tuas marcas de sangue.
Ensurdecido pelo riso de escárnio da tua voz!
Pela musica maldita de teu canto.
Bebes como vampiros o sangue da alma humana.
Assim vagueias e te reconstróis sobre os escombros dos pisados.
Que deixas á tua passagem desventurada.
Outros se banham em teu odor de mel.
Mas será sempre em mim que te descobres e renasces!
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Testamento
Si me muero no me llores
Ríete como te has reído en mi vida!
No soy mas que fue cuando en tu pecho habitaba!
No te amo mas que amaba cuado me hacías creer en tu boca.
Me dejaste solo y te fuiste con tus palomas echas de fantasía.
Yo, que no era lo que me pediste, me quede solo, solamente solo.
Cuando te pedí la mano me diste la espalda,
Como quien da la indiferencia y se olvida del camino.
Si me muero no me llores,
Que tus lágrimas de acero nada mas son que cuchillos en mi memoria.
En mis oídos cantan aun la música fúnebre de tu risa.
Las olas del mar me traen tu olor pudre.
Pero, si algún día en tu pecho helado de sentimiento,
Crezca una rosa con espinos de humanidad.
Si, acaso mi nombre sea parte del tuyo,
Y mi cuerpo, la parte que te falta para seres mujer.
Llámame con tu voz de gaviota,
Con tu cuerpo de serena
Y yo prometo dejarme morir por tu canto!
Ríete como te has reído en mi vida!
No soy mas que fue cuando en tu pecho habitaba!
No te amo mas que amaba cuado me hacías creer en tu boca.
Me dejaste solo y te fuiste con tus palomas echas de fantasía.
Yo, que no era lo que me pediste, me quede solo, solamente solo.
Cuando te pedí la mano me diste la espalda,
Como quien da la indiferencia y se olvida del camino.
Si me muero no me llores,
Que tus lágrimas de acero nada mas son que cuchillos en mi memoria.
En mis oídos cantan aun la música fúnebre de tu risa.
Las olas del mar me traen tu olor pudre.
Pero, si algún día en tu pecho helado de sentimiento,
Crezca una rosa con espinos de humanidad.
Si, acaso mi nombre sea parte del tuyo,
Y mi cuerpo, la parte que te falta para seres mujer.
Llámame con tu voz de gaviota,
Con tu cuerpo de serena
Y yo prometo dejarme morir por tu canto!
Helados ojos mios
Se me quedan los ojos en cristales de hielo
El mismo hielo que se forma en la ventana con la noche.
Así se me quedan los ojos ciegos con el agua de la fuente helada.
Esa misma fuente que me dio la capacidad de mirarte e quererte
Con todas las ganas del mar, a mi que soy un pobre reguero de la montaña.
Aquí abajo vengo todas las primaveras,
Para nutrir los campos y las flores y los pájaros.
Aquí venia para darte de beber sin saber que era agua de tu naciente.
Ahora mis ojos se helaran!
Están cristalinos y por eso puedo mirar mejor tu pecho echo calvario.
Aquí lejos de la montaña me quedo.
Lejos del mismo mar donde veni para saludarte el las noches de verano.
Cuado las cigarras cantaban para nosotros y mis ojos para ti.
Lejos del balcón de la planicie onde nos amamos desnudos,
Con calma del sol de Marcio.
Ahora si, se me helaran las entrañas de mi alma con tu risa.
Ahora no soy mas el niño que te buscaba entre la gente,
Que te esperaba en las olas de la playa,
Como a una serena!
Se me quedan los ojos en cristales de hielo?
Todavía se me quedan ojos!
El mismo hielo que se forma en la ventana con la noche.
Así se me quedan los ojos ciegos con el agua de la fuente helada.
Esa misma fuente que me dio la capacidad de mirarte e quererte
Con todas las ganas del mar, a mi que soy un pobre reguero de la montaña.
Aquí abajo vengo todas las primaveras,
Para nutrir los campos y las flores y los pájaros.
Aquí venia para darte de beber sin saber que era agua de tu naciente.
Ahora mis ojos se helaran!
Están cristalinos y por eso puedo mirar mejor tu pecho echo calvario.
Aquí lejos de la montaña me quedo.
Lejos del mismo mar donde veni para saludarte el las noches de verano.
Cuado las cigarras cantaban para nosotros y mis ojos para ti.
Lejos del balcón de la planicie onde nos amamos desnudos,
Con calma del sol de Marcio.
Ahora si, se me helaran las entrañas de mi alma con tu risa.
Ahora no soy mas el niño que te buscaba entre la gente,
Que te esperaba en las olas de la playa,
Como a una serena!
Se me quedan los ojos en cristales de hielo?
Todavía se me quedan ojos!
sábado, novembro 29, 2008
Esboço de soneto
A dama gelou seu peito de pedra,
Resignou-se ao oculto que a alma encerra.
Não mais a esperança de navegar em paixão
Na memoria quente do silencio sem razão.
Calaram-se os gemidos partilhados em segredo
Que na bruma do tempo exorcizaram meu medo.
Resta a marca feita ferida nesta alma feito fado,
Que me acalenta e resiste em meu olhar bardo.
Que navio me levou até seus braços
navegando para a ilusão remota dos abraços?
Querendo o que não quer seu sentir,
Por descrença na aurora que porvir.
Assim ledo e morto aqui me resigno
Ao meu ridículo e imposto destino.
Resignou-se ao oculto que a alma encerra.
Não mais a esperança de navegar em paixão
Na memoria quente do silencio sem razão.
Calaram-se os gemidos partilhados em segredo
Que na bruma do tempo exorcizaram meu medo.
Resta a marca feita ferida nesta alma feito fado,
Que me acalenta e resiste em meu olhar bardo.
Que navio me levou até seus braços
navegando para a ilusão remota dos abraços?
Querendo o que não quer seu sentir,
Por descrença na aurora que porvir.
Assim ledo e morto aqui me resigno
Ao meu ridículo e imposto destino.
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